Shen Sangning e sua meia-irmã renascem ambas. Na vida anterior, Shen Sangning foi trocada pela meia-irmã no casamento, casando-se com o dândi, enquanto a meia-irmã se tornou alegremente a esposa do he
Na penumbra, sentiu o tecido da saia ser erguido lentamente.
No início, pensou tratar-se de uma ilusão. Afinal, sendo a respeitada matriarca da Casa do Duque de Ning, quem ousaria invadir seus aposentos no meio da noite?
Foi só quando a dor aguda a atravessou, vinda das profundezas do corpo, que despertou subitamente. Abriu os olhos e só viu escuridão ao seu redor. A respiração quente de um homem queimava-lhe o pescoço, e a palma cálida percorria sua pele.
Ó céus!
Apavorada, tentou empurrar o homem que a dominava. “Ousado, seu... Ah!”
A mão que o empurrava foi firmemente segurada e sua voz, entrecortada pela excitação da primavera, soou cristalina, despedaçada no ar.
Que tempos eram aqueles! O mundo parecia estar de cabeça para baixo, os corações humanos corrompidos. Viúva há anos, jamais imaginara que, já beirando os quarenta, ainda teria de sofrer tal humilhação.
O choque foi tanto que nem se deu conta de que sua voz soava jovem novamente.
O homem intensificou os movimentos, como se, ao provar o fruto proibido, começasse a dominar os mistérios do prazer.
“Canalha!” Sem conseguir se libertar, tomou uma decisão desesperada: cravou os dentes no ombro dele, desejando arrancar-lhe um pedaço da carne.
O homem estremeceu de dor, soltando um sibilo.
Sentiu o gosto metálico e quente do sangue escorrer pela língua, o cheiro ferruginoso invadindo-lhe o nariz.
Ele parou subitamente, a aura poderosa tornando o ambiente gelado. Conseguiu, apesar da fúria contida, ordenar em voz baixa:
“Alguém, venha!”<