O Continente da Lua Alaranjada recebeu esse nome devido ao tom alaranjado de seu luar, sendo a Lua Alaranjada a fonte de toda a energia espiritual do continente. Contudo, nos últimos anos, por razões
“Muitas coisas não existem porque são razoáveis, mas tornam-se razoáveis pelo simples fato de existirem.”
Ao sopé da montanha, um ancião de cabelos brancos e olhos vividos sorria para um jovem de feições ainda inocentes. O rapaz franzia o cenho, claramente insatisfeito com a resposta do idoso. Por um momento, pensou que o velho apenas o tomava por uma criança, inventando teorias misteriosas para se mostrar sábio; mas, no fundo, nutria grande afeição e respeito por ele.
“Vovô, você falou de um continente que gira sozinho como uma bola, onde as pessoas vivem sem esforço... Como conseguem manter o equilíbrio? E lá, ninguém cultiva a energia, mas todos podem voar, caminhar sobre a água com liberdade; isso não é mais impressionante do que os mestres do nosso reino inato?”
O ancião riu: “Ah, essas coisas... Não dá para explicar com apenas algumas palavras, meu pequeno. Infelizmente, talvez nunca possamos ir a esse lugar, nem testemunhar tamanha sabedoria e profundidade.” Ele pousou a tigela de chá, traçando círculos com os dedos sobre a mesa de pedra, e ergueu os olhos para a montanha que se perdia nas nuvens. “Dizem que nesse continente, as pessoas imaginam e já sabem tudo sobre outros mundos; até escrevem livros para compartilhar. Se um dia você alcançar o cume da Montanha do Poente e desvendar os mistérios deste mundo, talvez compreenda tudo.”
Ao terminar, o ancião olhou para o rapaz, perdido em pensamentos, e não pôde deixar de sentir um prazer secreto: sua habilidade de inventar histórias realmente era incomparável, conseguia enganar aquele menino