Zhengzhou atravessou para um mundo diferente e recebeu um sistema: bastava morrer para se tornar invencível. Assim, ele começou a buscar a morte de forma desenfreada. No tribunal imperial, ousou repre
Nas profundezas frias e apertadas do calabouço subterrâneo da cidade de Tóquio, Zhengzhou abriu os olhos, confuso. Aos seus ouvidos chegava o som de ratos roendo palha seca e o gotejar da chuva caindo do beiral no chão.
“Será que… eu atravessei para outro mundo?” exclamou Zhengzhou, arregalando os olhos em choque. Mal terminou de falar, fechou-os novamente, tomado por uma dor lancinante. Incontáveis memórias alheias invadiram sua mente, tumultuando seus pensamentos e lhe roubando a paz.
Após se acalmar, Zhengzhou foi obrigado a aceitar o fato de que, após uma morte súbita causada por embriaguez, havia atravessado para ali. E agora, seu novo papel era o de um prisioneiro condenado à morte. Mais do que isso: era um réu no calabouço imperial da cidade de Tóquio, no coração do Grande Império Song. Os presos mantidos ali tinham destinos selados e só os de crimes gravíssimos recebiam tal “honra”.
No entanto, Zhengzhou não se sentia nem um pouco aflito. No exato instante em que era torturado por aquelas memórias entrelaçadas, uma voz delicada soou em seu ouvido:
“Parabéns ao hospedeiro por despertar o dedo de ouro.”
“Morrer é tornar-se invencível.”
Comparado a outros viajantes de mundos, seu dedo de ouro era simples e direto: se Zhengzhou morresse fisicamente, absorveria as energias dispersas do Dao Celestial e se tornaria, de imediato, o soberano daquele universo.
Viver no mundo fantástico de Cangyuan era difícil, mas morrer, bastante fácil. A estrutura desse mundo se assemelhava um pouco à dinastia Song de sua vida anterior, mas não tota