Após renascer, Ruansi estabeleceu para si mesma um pequeno objetivo: jamais voltar a ser uma mulher amarga. Na vida anterior, o marido desprezível veio novamente pedir sua mão, mas Ruansi virou-se e c
Gotas de chuva do tamanho de feijões caíam ruidosamente, atingindo suas pálpebras arroxeadas com uma dor latejante.
Começara a chover.
Ruan Si jazia caída na rua, deitada de costas, encarando o céu carregado de nuvens escuras. O sangue em seu rosto misturava-se à água da chuva e escorria lentamente para seus olhos.
Ela não movia nem os olhos, imóvel como um cadáver, deixando que a multidão a pisoteasse sem piedade.
"Corram, os soldados estão matando gente!"
"Ah!"
"Por favor, não me matem... mamãe!"
Ao ouvir aquele grito histérico de "mamãe", o olhar turvo de Ruan Si subitamente se contraiu.
Ela não podia morrer.
Ainda precisava salvar seu filho.
Num súbito estremecimento, Ruan Si recobrou a consciência, percebendo que a mão direita, com a qual segurava a espada, já havia sido esmagada pelo tumulto.
"Por ordem do Marquês de Dingbo, matem sem piedade."
Ela ouviu vagamente alguém transmitindo a ordem, e logo a cidade inteira se encheu de gritos de desespero.
Uma névoa tênue de sangue logo se ergueu no meio da cortina de chuva.
Os sons de massacre foram diminuindo pouco a pouco, enquanto a chuva caía cada vez mais forte, tornando a visão de Ruan Si cada vez mais turva.
Embora chovesse sangue, ela ainda conseguia distinguir a aba azulada de um guarda-chuva.
E então, a orla dourada de um manto preto.
Marido... Yao Yu teria voltado?
Ruan Si pensava com dificuldade: vá logo salvar nosso filho.
"Marquês," ouv